sábado, 4 de maio de 2013

Não houve lugar (para arrependimentos)

- E a forma mais subtil que encontrei de estar perto dele e sentir a sua doçura foi rebentando-lhe borbulhas nas costas, limpando as gotículas de sangue e acariciando-lhe o cabelo. Olhei-o demasiadas vezes de soslaio com medo do que pudesse pensar daquilo que eu poderia estar a sentir. Na verdade queria esconder isso ao máximo. Fixava o meu olhar nos seus lábios enquanto dormia ou meramente fechava os olhos mas não fui capaz de lhes voltar a tocar. Infelizmente tinha a minha saniedade mental bem lúcida das minhas ações e daquilo que elas me poderiam fazer no futuro. Mas a vontade era muita. Vontade de me colar, de me enroscar, de permanecer e/ou simplesmente de me sentir protegida e no lugar certo. Eu tinha a certeza, como nunca deixei de ter, que era ele; que é ele a pessoa certa, mas não tenho nem tinha o direito de lhe dizer isso. Eu não tinha o direito de lhe dizer que só perto dele eu me sentia verdadeiramente viva e feliz. Eu não tinha o direito de lhe dizer que na presença dele era quando os meus sentimentos eram mais puros e verdadeiros, quer expressa-se sorrisos, quer derrama-se lágrimas. Eu não tinha o direito de lhe demonstrar algo mais porque "ele fez as suas escolhas e tu apenas tens de aceitar". Mas a verdade é que eu o beijei; a verdade é que eu senti de novo a pureza daquilo que realmente me une à fragilidade e extravagância dele; a verdade é que eu quiz; a verdade é que eu não tinha nada a perder. 
Cada lágrima que caiu, cada palavra que pronunciei, demonstrou a saudade, o ódio, o medo, a insegurança e a necessidade de alguém que se perdeu...por aí, se perdeu...por alguém, se perdeu...

domingo, 31 de março de 2013

É Páscoa. ♥

Que chuva esta; que inicio de primavera este...Onde estão os campos floridos? Onde estão os passarinhos a cantar? Será que estão resguardados? (mas onde?) 
A chuva não me deixa vê-los. Aliás, a chuva não me deixa ver nada....O dia está demasiado cinzento lá fora. Só oiço a chuva a cair e o barulho dos carros. É deprimente não ver vivalma de sol...É deprimente não se ver ninguém na rua num domingo de páscoa...Enfim. 
Sabem o que não está de acordo com o tempo? O meu coração...Está tranquilo, está em paz, está feliz, está apenas ao sabor do vento....E acho que assim está melhor porque não espera mas também não se desilude...até é bom.

Boa páscoa queridas (os)

terça-feira, 12 de março de 2013

33. ♥



Segura-a. Não a deixes fugir. Ela brilha e não brilha duas vezes da mesma maneira. Sentes que é tua? Acredita que é mesmo....É de quem se faz dono de si. 
Transporta os teus sonhos, as tuas divagações, os teus medos, as tuas alegrias. É misteriosa porque em momento algum revela algo que transporte e parece que cada vez que olhas mais vontade te dá de a fixar no teu olhar, não é? Não é fácil explicar. É algo maravilhoso; algo majestoso; algo que só pertence a quem se quer sentir pertencido de volta. 
Mais do que iluminar um céu escuro, impõe-se perante qualquer estado de espírito.
É mágica? Talvez e surpreende qualquer um.
Eu vi-a brilhar e sorri. E ela brilhou de volta. 
Tens o mundo a teus pés e a lua acima de ti. 
Baixas os olhos ou fixas o alto e segues caminho...?

domingo, 3 de março de 2013

32. ♥


Eu ainda hei-de deixar na marca dos teus lábios o meu baton cor chocolate. Eu ainda voltarei a sentir a doçura dos teus lábios. Eu ainda voltarei a sentir o teu respirar ou o simples calor das tuas mãos. Eu ainda...ou não. 
Ando meio perdida de vocábulos. Não tenho palavras para escrever, mas no meu pensamento a personagem principal és sempre tu, mesmo que não haja mais história a ser narrada.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

25.02.2011 , para sempre!

Foi. É assim que o texto começa e acho que não há muito que não seja percetível. Se estivéssemos juntos hoje faria precisamente dois anos, meu Charlie. Não é um dia fácil. Inunda na minha cabeça as recordações, as memórias, cada instante, cada palavra, cada promessa, cada silêncio. Sabes uma coisa? Tenho muitas muitas saudades tuas nesse sentido, mas é que tenho mesmo e as lágrimas caiem automaticamente meu amor. Não há muito a dizer. Apenas foi e já não é e nada fica daquilo que passou.
"O que falhou em nós?"

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

31. ♥

O teu olhar está turvo e o teu coração está inaudível. Não sei o que ainda procuro ou será que é mais desejo? Perco-me ainda nas memórias e mergulho ainda com facilidade nas recordações. Passo horas a fio a desafiar o meu pensamento e a construir histórias perfeitas nos teus braços. É inacreditável não é? Como é possível que, no meio de tantos dias passados, tantas horas, tantos meses, eu ainda tenha a capacidade de sentir tudo e de exprimir tudo dentro de mim mesma? Eu sorrio da mesma forma com as mensagens que me mandas, sinto do mesmo modo o carinho que demonstras e sinto-me cada vez melhor quando falo contigo. Tu representas os passos que dou a cada minuto e tu sabes que a cada segundo que passa preciso mais de ti.

"-Qual é o primeiro momento do dia em sorris?
-Adivinha. Tu consegues...
-Quando recebes a minha mensagem.
-Estás a ver como até sabes..."

domingo, 3 de fevereiro de 2013

30. ♥

Não falo com o coração. Não falo. Simplesmente será isso. Não consigo vestir a pele de alguém que não sou eu. Tenho sentimentos. Tenho desejos. Tenho sonhos. Tenho e toda a gente tem este verbo. O meu "ter" está vazio. Está oco de sentimento, apenas tem palavras. Mas palavras insignificantes  perante algo tão profundo que apelido de coração. "Não falta amor, falta amar." Não percebem? Se não perceberem, deixem, também não consigo explicar de outro modo, com outro vocábulos. Estou simplesmente despida de mim. E estou a contrariar-me perante o que enunciei na terceira frase, mas é exatamente isso que sinto. Quando falta amor; quando falta carinho; quando falta atenção, parece que tudo em torno de nós está como um puzzle incompleto, que não faz sentido sem a última peça. Eu não tenho peças, apenas tenho sentimentos. Mas até os sentimentos parecem estar incompletos. Falta a última peça.